Se vim cadáver, velado em cevada,
a rever-lhe fosforecente, Amazona,
galgando em potro banguelo, solando e
desdenhando ao além de meu avesso
seco,
já de lá renasci a correr de seu jugo,
temendo, pupo em meu casulo,
a crista de sua crise. Aluando-nos
aos nós,
vi mais tempo afastando-nos do vasto repente
pendente (o entre-entre nossos corpos);
eu, seu sentinela, viajado, docente, disperso entre
nossas línguas faladas em idiotas
idiomas idiossincráticos,
pendia da perfídia
das órdens das conjunções
coloquiais de nossas colônias.
“Irónico.”
Tinha foco, mas
meu foco a desfocava
na retirada da retina as remelas
do calo de seu coice.
Sabia, até, que não entende o que diz
quem não se entende, como eu, mas
sei que entende minha impaciência
com a imbecilidade alheia,
com a condição da total onisciência
de sua existência.
Por isso na fuga, revolto.
“Monótono.”
Eu sei, mas
se vim cadáver,
revivo todos os dias
a seguir correndo de você.

RF

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