Quando começamos com a “palavra da vez”, nossa maior intenção era que a palavra estimulasse nossos leitores a projetar qualquer pensamento ou imagem baseado na palavra. A “palavra da vez” é diretamente extraída de um “tratado” da vida de ex-religioso e atual secular al chefote, e o estilo de ligar palavras aleatórias a vivências específicas, como ditam As Regras do Jogo, nasceu da brincadeira de infância que ele mantinha com seu amigo, Platão Carioca.

Pelas limitações dos então participantes iniciais aqui de casa, as publicações vinham em tempos possíveis, o que geralmente levava de duas a três semanas para cozinhar cinco ou seis textos. Com o tempo e a liberdade acadêmica (hiato, na verdade) de Roy Frenkiel, que acaba de terminar o bacharelado em Abril, e com as bandeiras que ele e eu resolvemos levantar, os textos ficaram mais frequentes, e acho até legal que isso tenha acontecido. (Vejam bem, eu ando meio de bom humor, mas não se acostumem.)

A “palavra da vez” continua, mas ela é só mote de pensamento. Querem usá-la, usem. Querem falar de outras coisas, falem. Querem xingar o Cói Noia, xinguem. Querem me xingar, já aviso que tenho como achar vocês e te fazerem engolir as palavras, mas fiquem à vontade pra tentar.

Os textos já não se limitam ao período da palavra, que fica no ar enquanto alguns textos específicos vão assando. Agora deveremos apresentar postagens mais frequentes, apesar de que ainda pode – por que não, mas esperamos que não – haver aquele hiato, como o acadêmico que o chefotésimo anda passando.

Os textos da semana estão até que tragáveis:

Mais humor e psicologia de um não especialista. Só ideias, as suas serão apreciadas. Humor Negro, Branco e Cor-de-Rosa aumenta nosso acervo.

A lusitana Carla Cook também voltou a contribuir (oba, oba), enviando um protesto bem manifestado contra o dito acordo ortográfico da unificação do(s) idioma(s), apontando O Verdadeiro Problema do Acordo.

O terceiro texto da sérire My Facebook Friends está no ar.

Eu ando mansinho e fofinho, podem crer, mas mesmo assim ainda pulo. O que Faz Jiló Pular explica a questão.

Beti Timm voltou a ilustrar nossa casa, dessa vez com a arte Ira, no poema Ganas, de RF.

Fiquem de bizu, mais Manchetes do Suma serão postadas ao longo desse período até a próxima palavra e, se algum outro escândalo rolar, estaremos aqui.

Buenas a todos,

Até a próxima,

Jiló

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Brincaram de Foco:

Cecilia Campello:

O foco centraliza
Meu alvo em você

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Glorinha Leão

Foco – Rotina

Olho as batatas
enquanto as descasco
E perco o foco
Destampo as panelas
acendo o fogo
olho o lume
E perco o foco
Molho as plantas
ligo a máquina
penduro as roupas
Lá se vai o foco

Cada gesto
cada tarefa
ingloria
inútil
que ninguém vê
Me leva
pra longe
desfoca
restringe
Minha alma
escritora
se perde
em tarefas
medíocres
diárias
comuns
Rotina
Retina
Desfocada

Desfoco
da alma
Enquanto faço coisas
que detesto
minha cabeça
focada
no papel que me aguarda
na escrivaninha
E
na Vida

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