Eu brinco muito de ficar puto com jornalista, mas confesso que gosto de muito jornalista por aí (como gosto de argentino, coisa de família), e sei que uma boa parte faz absolutamente de tudo para “vazar pelas frestras”. Uma amiga certa vez me disse que o jornalista preocupado pela verdade precisa encontrá-las (as frestras) sempre que possível, e são essas que fazem a profissão valer a pena nesse ponto de vista. Queria também dizer que quando li a respeito da decisão do STF, ontem, contra a vontade do Congresso (poderes em cheque); quando leio a respeito do assassinato de pelo menos cinco ativistas contra o desmatamento ilícito no Amazonas; quando leio as manifestações públicas contra a turma dos “documentos secretos”; quando vejo a explosão democrática que tem acontecido nesse nosso Brasil, fico orgulhoso do Quarto Poder, e esperançoso das mídias globais/blogais.

Portanto, hoje só quero mesmo homenagear aqueles combatentes, jornalistas formados ou não,de profissão ou de natureza, que conseguem cavocar e trazer à tona a variedade de pensamentos e realidades que tem feito da mídia em massa um antro não só dos óbvios e sempre poderes, mas dos nossos poderes. Se faz ou não diferença, ainda é bonito ver que pela Internet ou pelas ruas, há quem se manifeste. Sei não, hein? Talvez o sussurro da Tracy Chapman esteja recomeçando a borbulhar…

Até a próxima,

Jiló

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