Esse poema é dedicado a Sandra Camurça, que inspirou e inspira Eros, “vida”, sempre, em seu Casulo. É dedicado também a todos os que vem, sentem e pensam do sexo como o que é, algo belo, puro e necessário. Viva a vida!

Eu falo.
Você,
ao falo.
Eu enrolo.
Você,
planta arapucas
à rola.
O campo ao nosso redor
incendiado de Veras Primas e,
às folhas abrasadas,
dás lácteo entorno.
Os galhos das árvores, eretos,
fazem sombra às cajadadas.
Bem que temeste eu
não ter pique ao seu
pique-nique
nicomaquiano.
Eu, aqui, nada menos que aqui,
pensando
nos segredos do universo e,
você,
secretando, guarda
na saliva
todos os meus versos.

RF

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