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Três adendos importantes:

1) Se não ficou claro, não sou psicólogo, muito menos psiquiatra, não quero ser, não sei se sequer teria o menor talento ou verve para tanto, e não sei de psicologia além do que escuto, convivo e leio, ou seja, cru e nu, com minha concepção e ocasionais dúvidas tiradas com os devidos profissionais (que é meu ambiente de vida, não só de trabalho). Não analiso, vejo, ou entro em contato com as histórias dos pacientes desses e outros profissionais. Não tenho casos de estudo, grupos controlados, além daqueles sobre os quais leio e cito. Portanto, posso muitas vezes errar em meus conceitos. Quando tenho o selo de aprovação de um profissional, o uso. Quando não, estou pensando com as informações que tenho em mãos e na ponta dos dedos. O Suma é um espaço para a masturbação mental (sim, bebês, eu gosto desse conceito), associações livres de pensamento e, se alguém sair daqui com opinião formada, conselho, eu não confiaria. Querem saber mais sobre o tema e não são da área? Pesquisem. Sempre haverá outras opiniões, e as fontes são ricas. Garanto que sempre perguntarei aos devidos profissionais se escrevi algo errado e, quando o fizer, retratarei.

2) Não quero dar a entender que a timidez leva à fobia social, e que a fobia social leva à sociopatia. Se aprendi alguma coisa útil convivendo com profissionais da área da psicologia, é que cada pessoa tem seus defeitos, suas idiossincrasias e, sim, disfunções e funções psicológicas, mas que pato é pato, pata é pata, e cada boi tem seu nome próprio fora da boiada.

A) Fobias são, geralmente, sintomáticas da ansiedade. Quando uso o termo “extremo”, refiro-me a uma somatória de fatores que levaria dado indivíduo a essa extremidade, mas essa somatória é relativa, subjetiva, e variável de pessoa a pessoa.

B) A timidez advém da ansiedade (expectativa negativa) em ambiente social/público. Um tímido é necessariamente ansioso? Acredito que sim, mas os graus de ansiedade são múltiplos e relativos, subjetivos e variáveis de pessoa a pessoa.

C) A esquizofrenia e a psicopatia/socipatia, são condições bastante diferentes uma da outra, e das acima citadas. Como dito e referido no primeiro texto da série, minha concepção da “loucura” depende de uma somatória (relativa, subjetiva e variável de indivíduo a indivíduo) que necessariamente inclui a falta de sono e a psicose (um dos sintomas da esquizofrenia, especialmente conhecida pela sua manifestação em alucinações e concepções de realidades paralelas, ou da bipolaridade mania, na qual o paciente não está permanentemente louco, mas pode estar louco temporariamente, quando em surto maníaco). É possível que a neurose leve à esquizofrenia ou à sociopatia, mas como, quando, em quais circunstâncias etc., só se fosse profissional da área e se tivesse a menor experiência pessoal com diagnósticos. Sei da possibilidade, mas é só o que sei.

D) Também entendo que a psicose e a ansiedade, como acima dito, são sintomas, e que a ansiedade é tão comum na humanidade como o stress, e que a psicose pode fazer parte da maioria dos indivíduos em determinados momentos de suas vidas, mas que em si não caracteriza um esquizofrênico. A neurose, nesse sentido, tendo como sintomas principais a ansiedade (e, em seus extremos, seus extremos), pode ser paralela a outras disfunções, mas novamente:

E) Para deixar mais claro, pois sei que dou minhas voltas: Apesar de conhecer, como no parágrafo 1 acima descrito, o que conheço sobre as disfunções que nomeio, meu parecer não é nem remotamente profissional. Meu raciocínio só traz os extremos como comparação aos não extremos, que constitúem a maioria de nós, todos padecendo de alguma ou outra disfunção psicológica. Ou seja, você não vai se tornar esquizofrênico só porque é ansioso (muito provavelmente você é neurótico, como a maioria de nós, e cabe a você saber seu grau de neurose através de consulta com o profissional adequado). Você não vai se tornar sociopata só porque tem fobia social. Mas há um ditado judaico que diz que há de se fazer “cercas” em torno de nossos limites, para que nunca cheguemos perto deles. Só um toque.

3) É preciso distinguir entre as disfunções e não misturar as cores, porque esse arco-íris é complexo demais, e pouco feliz. Aqui vai apenas uma breve ilustração do que cada disfunção citada nos textos significa:

Neurose – Há diversos diagnósticos para a neurose, que é geral e superficialmente caracterizada pelos seus sintomas de: Ansiedade, histeria, fobias (extremos da ansiedade), depressão, borderline (personalidade fronteiriça), etc.

Sociopatia – Dificuldade ou incapacidade de sentir empatia pelos demais. Pode ser seletiva: Um racista é sociopata contra pessoas de outra raça que não a sua, por exemplo. Não requer atuação (não só porque a pessoa é sociopata, ela fará algo concreto contra alguém). O socipata tem a capacidade de sentir culpa, no entanto, mesmo quando comete algum ato concreto contra alguém.

Psicopatia – O mesmo que a sociopatia, porém nesse caso o indivíduo não sente culpa pelo que faz. O diagnóstico, além de subjetivo e relativo, depende das somatórias acima citadas. A diferença principal entre um psicopata e um sociopata, no entanto, é que o psicopata geralmente não sente absolutamente nada de diferente quando comete uma atrocidade. O psicopata não necessariamente atuará e fará algo concreto contra alguém (exceto, talvez, a manipulação, falsa empatia e mentiras, comuns no comportamento psicopata). Ambos sociopatas e psicopatas também são caracterizados pelo narcisismo inerente. O perfil da personalidade do ser “político”, como já estudado no passado, por exemplo, é similar, quando não idêntico, ao do ser “psicopata” (manipulação, mentira, falsa empatia etc.).

Esquizofrenia – É caracterizada pelos seguintes sintomas principais: Alucinações (psicose, surto psicótico inclui alucinações, como já mencionado); desorganização da realidade interna (engano), ou seja, forma desconexa de interpretar a realidade (paranoia, medo, ideias desconexas ou absurdas, bizarras etc.); dano cognitivo (associação desconexa entre ideias e palavras, não compreensão do ambiente ao redor etc.); e os chamados “sintomas negativos”, ou seja, que ao contrário dos primeiros, diminúem ou modificam o modo operacional da fisiologia do indivíduo, manifestados em diminuição ou ausência de sentimentos, diminuição ou ausência de prazer, apatia, comportamento inapropriado (rir em enterros, por exemplo), e outros detalhes que melhor compreendidos seriam por pesquisa pessoal e/ou consulta com o profissional.

Acima de tudo: Procure um médico para o diagnóstico de seus sintomas, se sentir necessidade. Nem mesmo os sítios oficiais da área da psicologia/psiquiatria tem como fornecer suficientes dados para o diagnóstico à distância.

Abráx,

RF

PS: Quando pesquiso algo sobre psicologia, uso minhas fontes pessoais mais do que a literatura da rede, mas este site me pareceu pertinente para quem quer saber mais (sem pagar uma consulta, para fins de pesquisa, e somente): Dra. Shirley de Campos.

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