Conclusão

Nascimento é um personagem tridimensional, completo e fiel a seu caráter (sente remorso pela morte de um “fogueteiro”, por exemplo, mas faz exatamente o mesmo que levou a essa morte com outro “fogueteiro”, demonstrando que ele pode até sentir remorso, mas segue sendo Nascimento). A maioria dos personagens do filme o são, com poucas exceções. O tema é abordado com a profundidade que conseguiram abordar, e só vi mais rasos, nenhum mais profundo de produtoras brasileiras. Como filme, “Tropa de Elite”, tanto o primeiro quanto sua sequência, é realmente bom (diria ótimo se tirassem a narração de Nascimento, que para mim é leganda para burros, e me ofende). Os valores dos personagens do filme, tanto os piores quanto os melhores, é que são extremamente superficiais, como são, de fato, os valores da maioria da população. Querendo ou não, a trama quer conduzir seus espectadores a um cenário que, concreto, tem sua linguagem e suas expressões, mas que filosófico, não diz nada além do “bom senso”, que é excelente para valores como higiene ou conduta no trânsito ou etiqueta social, mas é péssimo para a análise profunda de tendênciais sociais, visto que o universo de observação não tem “bom senso”, e sua lógica é poucas vezes direta. Invertê-la é muito fácil, como vimos em toda a série.

RF

PS: Resumi os textos para poder adentrar novos temas. O tempo de inatividade do blog deveu-se a problemas tecnicos, mas estamos de volta.

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